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A Nutrição do Morangueiro no Brasil 25/03/2009

O morango é uma infrutescência, conhecida e divulgada popularmente pela designação de fruto, produzido por uma planta da família Rosaceae, a mesma das rosas, maçãs e peras. Seu nome científico é o de Fragaria vesca L. e é caracterizada, por possuir plantas rasteiras de porte pequeno, folhas com três folíolos, flores brancas ou rosáceas e infrutescências, que na realidade são os receptáculos florais, que se tornam carnudos, adquirindo o formato oval de coração, com coloração vermelha externa e muito açucarados com os aromas que lhe são característicos após a fecundação. Para informação dos mais desavisados, os pequenos pontos negros visualizados externamente, é que são os frutos verdadeiros do morango, denominados popularmente de sementes, o que é um equívoco.

Sua origem vem da região meridional da Europa, especificamente das terras altas dos Alpes Franceses, onde encontrou seu habitat natural. Escritos antigos dão conta, que o mesmo já era plantado e consumido pelos Romanos, que o consideravam e valorizavam como um remédio para quase todos os males.

Na verdade seu plantio se iniciou no começo do século XIII, mas já no século XVII, Luis XIV, dispunha de um jardineiro famoso, que os produzia nos jardins do palácio de Versalhes, nascendo para o mundo como uma fruta da nobreza, com sabor exótico, notável e desfrutado em ocasiões especiais.

Desta forma, rapidamente se espalhou pelo mundo inteiro, mantendo seu lugar de destaque, para consumo das famílias de maior poder aquisitivo e hoje mais popularizado, após a sua industrialização, na forma de polpas semi processadas, sucos e sorvetes.

O mercado do morango continua ainda hoje elitizado, especialmente na forma de frutos “in natura”, primeiro pela sua alta peressibilidade, segundo pelas suas exigências edafoclimáticas, que necessitam de solos férteis e clima ameno, não permitindo seu plantio na maioria das regiões e terceiro pelas receitas refinadas, que sempre o acompanharam desde o seu consumo nas melhores casas reais.

Como uma fruta de alto valor agregado, vários países se especializaram no seu cultivo, sendo hoje, uma das espécies produzidas com as tecnologias mais avançadas de manejo integrado de pragas (MIP) e doenças (MIDo), no sentido de se produzir ecologicamente correto, ou dentro do conceito “orgânico”, sem qualquer produto químico, ou com o mínimo de defensivos agrícolas, que em geral, poderão trazer sérios riscos á saúde humana.

No campo econômico o morango tem mercado assegurado nos países de economia mais forte e maior poder aquisitivo. Os E.U.A., o número um do ranking, produz cerca de 1.200.000 de toneladas anuais, destinadas ao mercado fresco e de processamento. Em seguida vem a Espanha com 395.000 t/ano, a Polônia com 245.000 t/ano, o México em quarto com 195.000 t/ano, em quinta colocação o Japão com 180.000 t/ano e a Itália em sexto com 115.000 t/ano.
O Brasil apesar de não figurar entre os grandes, produz cerca de 100.000 t anuais, número significativo ao lado dos líderes mundiais, como a Itália.
Por este motivo, é muito importante que o setor produtivo Brasileiro se aprimore, primeiro em relação à qualidade final do fruto, que deveria apresentar o mesmo calibre ou tamanho, daquele encontrado no exterior, com melhor conservação pós-colheita e brix também mais elevado, o que valoriza o produto em relação a seu maior consumo interno e externo.

Todas estas características podem ser trabalhadas levando em conta o correto manejo nutricional do morangueiro, tanto em plantios convencionais, quanto naqueles fertirrigados, com ou sem mulching. Para quem conhece o mercado nas principais áreas de produção, com certeza que identificará como um dos maiores gargalos, o manejo nutricional, especialmente aquele feito nas épocas anteriores à colheita, quando os frutos se encontram em fase de acabamento, ocasião em que qualquer quantidade de água a mais, ou de nitrogênio em excesso, ou falta de potássio e magnésio, poderão comprometer todos os aspectos colocados em questão anteriormente, o que afetará todo o processo de comercialização, fazendo com que os frutos fiquem completamente aguados, sem consistência, pálidos, de coloração não atrativa, com menor resistência a doenças, sem brix (doçura), moles, com metade do tempo de comercialização e consumo.
Estes pontos poderão ser administrados com facilidade, com o emprego de fertilizantes organominerais para fosfatagem e aplicação de NPK, com Ca, S, B e Zn, no plantio e primeira cobertura, antes da colocação do mulching, oportunidade em que os produtores poderão recorrer a três diferentes fertilizantes organominerais da Nutrisafra, como o Coopercotia 2 B Plus com 04-12-08 mais Ca e S, ou o Cooperhúmus BR com 04-14-06 mais B e Zn, ou ainda ao BioAtivo OM – 21 (03-12-06), para plantio e o BioAtivo OM – 33 (09-06-18), visando então a cobertura, antes da colocação do mulching, de forma definitiva.

Com estes fertilizantes, as plantas serão mais robustas, com melhor enraizamento e com um aproveitamento maior dos nutrientes colocados. O seu crescimento será mais balanceado e equilibrado e os frutos terão maior calibre e maior firmeza, durante as várias colheitas a serem relizadas.

Visando a fertirrigação, a Nutrisafra dispõe de fertilizantes da mais alta qualidade, totalmente solúveis, como o Ferticare NK (13-00-44) + 0,5 de Mg, fosfato monoamônico, nitrato de cálcio, sulfato de potássio, magnum P44 e todos os outros nutrientes necessários a um manejo nutricional, feito com as mesmas técnologias dos países mais avançados.

Voltando ao assunto dos frutos aguados e pequenos, o corpo técnico e o Coordendor Regional de Vendas de Campinas, estarão à disposição dos interessados para passar-lhes esta tecnologia, bem como os fertilizantes da Nutrisafra, necessários para este manejo. Na verdade os produtores terão que utilizar os nutrientes certos, para cada etapa de crescimento das plantas, de acordo com o modelo do quadro ao lado e no caso dois gargalos sérios a serem trabalhados:
Um diz respeito ao novo sistema de fertirrigação e outro o mais sério, à comercialização, ponto crucial do qual dependerá a permanência dos produtores no campo, já que através do sistema atual, a cadeia produtiva, premia os intermediários, e penaliza sobremaneira aqueles que dão sua vida verdadeiramente à produção.

Apesar das diferentes fontes de informações, mais numerosas e eficientes, a exemplo da internet, parece-me que o homem do campo está cada vez mais longe das decisões que o atingem e mais dependente daqueles que os assaltam, em apenas um dia de carga e descarga das suas mercadorias, tirando-lhes o alento e a esperança, de quase 50% dos lucros, que os limitam e privam definitivamente dos recursos financeiros para a sua sobrevivência e manutenção no campo.