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Novo conceito do manejo nutricional de melancia 17/04/2011

O cultivo de melancia, além de representar o sexto maior mercado de HF da produção agrícola nacional, com mais de 55.000 hectares e um valor agregado médio de mais de R$ 500 milhões em nível do produtor, tem por outro lado uma grande importância econômica regional em determinados municípios e estados, tanto em relação à quantidade de mão de obra que ocupa quanto aos impostos recolhidos.

Antes de abordarmos o novo conceito nutricional, convidamos os assinantes da revista Campo & Negócios a refletirem sobre as características do genótipo em questão. Podemos observar, desde logo, que se trata de uma planta extremamente precoce, com ciclo de 75 a 85 dias no verão, com crescimento muito rápido de 5 cm a 10 cm por dia, frutos de grande tamanho que chegam de 20 kg a 30 kg a unidade e que completam a sua maturação em apenas 27 a 30 dias da polinização.

Expostas as premissas anteriores é fácil para qualquer cidadão entender que se trata de um cultivo extremamente exigente em relação à demanda de nutrientes, que devem ser administrados nas quantidades e nas idades fenológicas certas, de modo a proporcionar as melhores condições agronômicas para uma boa produtividade e ótima qualidade de frutos.

Túnel do tempo

Uma série de contratempos tem surgido nos últimos anos, como novos vetores e doenças virais, que quando não controlados adequadamente são responsáveis por perdas da ordem de 80% dos investimentos.

Uma forma de se amenizar este problema é um melhor investimento na adubação de plantio, que garantirá não só o vigor inicial mais amplo, como possibilitará um crescimento mais rápido e uma fuga indireta dos vetores nos primeiros 35 dias, ocasião em que os principais vírus são os responsáveis pelo aniquilamento da maior parte das lavouras.

Visitas constantes nas últimas décadas às principais regiões produtoras dão conta de que a nutrição vegetal deste cultivo, com exceção do Rio Grande do Norte e Ceará, onde o manejo é feito em 100% das áreas com fertirrigação, muitas vezes tem a adubação sugerida e administrada por elementos sem qualquer formação agronômica. Essas pessoas ainda não entenderam que produzir é uma arte e uma ciência, com tecnologias específicas, as quais requerem estudos aprofundados, resultantes de pesquisas que envolvem várias décadas de trabalho árduo, tanto do setor privado quanto oficial.

Recomendação

A Nutrisafra Fertilizantes Ltda entende que os nossos fertilizantes devem ser vendidos, recomendados e assistidos por profissionais devidamente qualificados, com experiência neste setor e o devido conhecimento agronômico, o qual permita dimensionar as quantidades de fertilizantes a serem gerenciados a partir de várias noções básicas, como o tipo de solo, o híbrido a ser utilizado, a análise de solo e posteriormente foliar, a época do ano e, por último, a produtividade a ser obtida pelo produtor.

Dados resultantes da pesquisa, como aqueles do manual da Cultura de Melancia de Paulo Castellane (UNESP Jaboticabal), apontam para uma quantidade média necessária dos seguintes nutrientes por hectare: 150 kg de N, 250 kg de P2O5, 350 kg de K2O, 50 kg de S, 120 kg de Ca e 80 kg de Mg.

As sugestões acima visam fornecer ao cultivo o mínimo de nutrientes, levando em conta os solos extremamente pobres das regiões do oeste de São Paulo e dos demais estados. Os montantes apontados já estão dimensionados numa média que garante uma produtividade de no mínimo 60 toneladas por hectare, ou de 120 toneladas por alqueire.

Por outro lado, a Nutrisafra lembra que a produtividade é o fator mais importante dentro da porteira da propriedade, mas que fora dela a qualidade é o requisito fundamental para a venda imediata e a agregação de valor.

Sugestão

Como a maioria das áreas de produção se encontram em solos arenosos, muito pobres em matéria orgânica e fósforo, como as do cerrado, a Nutrisafra sugere seus fertilizantes orgânicos e organominerais como o “Byoorin” para fosfatagem e o Cooperhúmus 04-20-10 para plantio na razão de 1.000 a 1.500 kg/ha, dependendo da análise de solo e do híbrido a ser plantado.

Em relação à cobertura, muitos produtores, por questão de economia de mão de obra e disponibilidade de maquinário, passaram de três coberturas para uma apenas, realizada com a formulação do tipo 18-00-36, quando as plantas se encontram com a oitava ou décima folha definitiva.

O objetivo é obter uma proporção de macronutrientes que possibilite o incremento de frutos com o calibre desejado de no mínimo 10 a 15 kg a unidade, uma excelente coloração interna de vermelho intenso e brix de no mínimo 13°.

A Nutrisafra Fertilizantes Ltda. agradece a todos os produtores e distribuidores regionais que já fazem uso de seus fertilizantes orgânicos e organominerais específicos para uma agricultura politicamente correta e sustentável.