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Nutrição do Pepino com Fertilizantes Organominerais da Nutrisafra 17/04/2011

O cultivo de pepino tem uma expressão muito importante em todo o mundo, especialmente nos países árabes em que faz parte de todas as refeições no tabule, salada muito apreciada no oriente médio. Em outros países como nos Estados Unidos, adquire uma expressão de destaque com o pickles e para o consumo “in natura”. No Brasil com uma população cosmopolita não poderia ser ao contrário e entre nós é considerado indispensável na região sul, onde estão localizados os maiores plantios destinados especialmente para a indústria, bem como nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que abastecem os principais centros consumidores da região sudeste. Nestas áreas de pepino mais plantado é do tipo japonês, que conquistou definitivamente um lugar de destaque, ocupado pelo pepino salada comum. A sua maior expressão de plantio acontece em estufas situadas em regiões de cultivo protegido, no norte do Paraná, sul de São Paulo e no cinturão verde das grandes capitais.

E importante destacar que o pepino e em particular os cultivares mais antigos possuem muitas sementes por serem de polinização aberta e são demasiado amargos por produzirem um componente orgânico chamado tecnicamente de “cucurbitacin”, substancia essa que os torna não só com sabor desagradável, como indigestos, não permitindo o seu consumo nas refeições noturnas.

Contudo esta substância foi extraída através de melhoramento genético, o que aconteceu com alguns híbridos do tipo Beith-Alpha, apelidados erroneamente no Brasil de pepino holandês e de alguns do tipo japonês pela razão de possuírem a mesma característica que em inglês se denomina de bitter free, o que quer dizer que seus frutos são livres de sabor amargo.

Quanto à engenharia genética poderíamos afirmar que esta espécie antes de 1960 era caracterizada por ser do tipo monóica (com flores masculinas e femininas) o que acarretava baixos índices de produtividade. Após a década de sessenta, melhoristas americanos conseguiram desenvolver os primeiros híbridos com predominância de flores femininas, o que proporcionou um salto em produtividade de mais de 50%. Ainda na década de setenta os mesmo conseguiram um fato inédito, que foi a criação dos primeiros híbridos ginóicos com 100% de flores femininas, cujos frutos são induzidos naturalmente por fitohormônios e não através de processo sexuado realizado manualmente ou por abelhas.

Mais uma vez a ciência ganhou pontos e conquistou não só uma maior produtividade pela segunda vez, devido ao melhor pegamento de frutos independente de fatores climáticos adversos, como possibilitou o desenvolvimentos de frutos bitter free, sem o cucurbitacin, com melhor qualidade organoléptica e facilmente digestivos.
Como os avanços destas tecnologias já colocados em praticas nos EUA e Europa, outras regiões como os países árabes e asiáticos passaram a utilizar híbridos similares utilizando-se da partenocarpia para obterem maiores produtividades e frutos de qualidade superior do tipo seedless ou sem sementes, sem amargor e com uma produtividade de 8 a 10 kg por planta, ou 250 toneladas por ha, com alto valor agregado.

Feitos os comentários acima é fácil deduzir como o nosso mercado está muito aquém daquilo que já aconteceu nos países da U. E. e Oriente Médio, onde se conseguiu aliar alta produtividade, com qualidade de frutos, com bons benefícios para a saúde e sobretudo com certificação de organismos governamentais relacionada à gestão de propriedades que empregam as metodologias mais modernas de produção, com a utilização de insumos politicamente corretos, de baixo impacto ambiental e específicos para uma agricultura que pensa já no futuro e numa atividade agrícola sustentável.

Pensando em todos estes fatores benéficos, no final da década de noventa, fizemos um grande esforço para introduzirmos no Brasil os mesmos conceitos, não só com os melões nobres (Piel de Sapo, Orange Flesh, Gália e Charantair), como com os pepinos nobres partenocárpicos e, portanto do tipo seedless ou sem semente.
Contudo, o sistema de comercialização ainda vigente no Brasil, não se abriu para os sistemas mais modernos, já em vigor na U.E., há mais de 15 anos e com isto viraram as costas não só a todas inovações tecnológicas, como à maioria dos novos produtos que fugiam do “status quo” ou de tudo o que é mais comum desde a época colonial.

Mesmo assim alguns produtores mais tecnificados e um reduzido número de empresários que atuam na comercialização, resolveram apostar e acreditar em algo novo e neste contexto surge por exemplo o Sr. Luis Carlos Lucio, um dos melhores produtores de tomate em penca e pepino partenocárpico, que devido ao seu esforço pessoal em aprender e desenvolver estas novas tecnologias, tem conseguido de forma surpreendente produzir com a mesma produtividade e qualidade citada anteriormente, sem dever nada a colegas da região do mediterrâneo.

Outra empresa que se destaca neste mesmo é a Refricon Alimentos Ltda., processadora e fornecedora da rede Mc Donald’s, que da mesma forma procura empregar as melhores tecnologias disponíveis, bem como em adotar os conceitos preconizados de um manejo agronômico sustentável e politicamente correto.

Neste por menos todos os técnicos desta conceituada organização adotam os melhores procedimentos relacionados com as certificações vigentes, incluindo a utilização de fertilizantes de menor impacto ambiental como o NutriAtivo AO-15, certificado pelo IBD, bem como o Cooperhúmus e o Coopercotia 2B Plus, no sentido de conseguirem um reconhecimento do seu publico alvo, bem como um valor agregado, diferenciado do mercado convencional.

Quanto ao manejo de nutrição para o cultivo protegido, a Nutrisafra informa que os níveis mais adequados segundo os melhores dados de pesquisa seriam os seguintes para estufas novas de primeiro plantio: 120 kg de N, 65 kg de P2O5, 300 kg de K2O, 79 kg de S, 100 kg de Ca, 50 kg de Mg, 0,44 kg de B, 0,09 kg de Zn e 2,5 de Fe por ha, porém o fator mais importante e que deve manejar como o mais absoluto critério é o nível de C. E. (condutividade elétrica), o problema mais serio na maior parte das regiões produtoras, especialmente nas estufas com mais de 3 anos de utilização. Como uma grande contribuição da nossa parte, sugerimos que sempre antes de uma novo cultivo, se proceda com a devida antecedência a uma subsolagem a 0,60 m de profundidade e logo após se providencie uma rega contínua, que dependendo da vazão, deveria ser constante durante 24 a 36 horas, no sentido de se lavar os excessos de sais do cultivo anterior, para posteriormente se iniciar um novo manejo com a C.E. de 1ms no máximo, na solução do solo.

Procedendo desta maneira poderão ser reduzidas perdas que muitas vezes ultrapassem os 60% de frutos curvos, completamente depreciados pelo mercado. Como a rega está diretamente relacionada com o nível salino do solo, recomendamos da mesma forma, o fornecimento de água em períodos regulares, em pequenas quantidades, de modo a manter o solo com uma umidade constante e uniforme e sem grandes picos de deficiência hídrica.

A Nutrisafra Fertilizantes Ltda., mais uma vez se sente orgulhosa e realizada, com os esforços que está fazendo, no sentido de levar para o mercado a melhor tecnologia em fertilizantes organominerais e de saber que tecnicamente estamos contribuindo de forma ativa, para uma agricultura cada vez mais profissional, mais consciente de suas responsabilidades e mais alerta, para que conjuntamente possamos contribuir de forma mais concreta, para novos processos de gestão agrícola, que premiem os insumos politicamente corretos e específicos para uma agricultura sustentável.