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Nutrição vegetal do pessegueiro 17/04/2011

 
O pessegueiro, assim como as demais frutas de caroço, são muito apreciadas em todo o mundo, pela sua aparência, sabor, teor de açúcares e valor nutricional, contribuindo com fibras e vitaminas essenciais.

O pêssego é originário da China e pertence ao gênero Prunus pérsica (L. Batsch), planta que se adapta bem em climas temperados e regiões de altitude, onde o clima é mais frio no inverno.

Pelas características acima, o seu cultivo tem maior expressão em nível mundial na China, país responsável por 30% da produção global, União Europeia com outros 30% e o restante pelos Estados Unidos, Chile e Argentina na América do Sul. No Brasil as regiões líderes neste tipo de cultivo são o sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a região de Barbacena, em Minas Gerais, e Campinas, no Estado de São Paulo, as quais produzem apenas para consumo interno.

Importância econômica

O Brasil possui cerca de 30.000 ha de pêssego, com uma produção nacional em torno de 200.000 toneladas, cuja qualidade fica muito a desejar, com algumas exceções de produtores que empregam tecnologias de ponta, como áreas com boas condições edafoclimáticas, variedades com boa adaptação, porta-enxertos adequados, condução apropriada, emprego de uma nutrição vegetal específica, controle de pragas e doenças efetivos e insumos de ponta para indução de florada e frutificação.

É fundamental que todos os fruticultores dedicados à produção de pêssego saibam que este tipo de fruto apenas terá mercados promissores se o tamanho dos frutos possuírem um peso mínimo de 125 a 150 gramas, o que significa um tamanho de médio a grande, quando alcançam a maior procura e as melhores cotações mercadológicas.

Entretanto, lembramos que esta característica é determinada pelo frio, durante o período de dormência, quando aumentam os teores de hormônios como auxinas e giberelinas, que após as primeiras chuvas induzem o vigor da brotação, floração, e posterior frutificação, assim como da nutrição vegetal, que deverá atender a curva de nutrientes necessários para que o pomar possa, então, produzir frutos na quantidade e qualidade desejadas.

Outro ponto crucial a pensar é o fator da coloração e conservação pós-colheita, características que também são fundamentais durante a fase de colheita e comercialização, especialmente num país continental, onde muitas vezes as distâncias de alguns centros de consumo situam-se a mais de 3.000 km. O pêssego é uma das frutas mais perecíveis e, desta forma, é fundamental aferir-se à quantidade total de nutrientes a aplicar, pois serão eles os responsáveis pela maioria das condicionantes colocados em relação ao pleno êxito desta atividade.

Tecnologia de ponta

Devido à inapetência dos órgãos de extensão rural, a maioria sucateados, e ao predomínio de empresas privadas, que apenas estão preocupadas com o volume de vendas e os preços de fertilizantes, que mal pagam os custos de importação e produção, a maioria do manejo está estável em fórmulas predefinidas, sendo a 20-00-20 ou 20-05-20 as consideradas padrão para coberturas, quando o mais importante é a definição de uma curva de absorção. Esta deverá atentar para uma série de observações e pré-requisitos, como: análise de solo que poucos ainda fazem, tipo de solo, características varietais, clima do período e produção que se desejará conseguir ao final da safra.

Além da quantidade de nutrientes a administrar, é louvável que se considere o acerto simultâneo do teor de matéria orgânica, assim como as relações dos nutrientes, o que também quase ninguém providencia e considera. Por exemplo, excesso de matéria orgânica e nitrogênio comprometem a absorção radicular de cálcio, potássio e magnésio, além de serem responsáveis pela maior incidência de doenças foliares e radiculares. A falta de cálcio, potássio e magnésio comprometem, especialmente no pêssego, a coloração, a conservação pós-colheita e o brix.

Erros e acertos

O acerto dos teores de nutrientes apenas poderá ser feito em cinco ou seis etapas, sendo uma calagem, se necessário, aplicação da matéria orgânica, também se necessário, uma fosfatagem e três ou quatro coberturas.

As formulações a considerar serão totalmente independentes, de acordo com os acertos a serem estabelecidos. O emprego das formulações não deveria ser de uma forma totalmente automática e sistemática, como a padronização do “20-00-20” com ureia, tal como fazem as grandes instituições de adubos, que além de não priorizarem as melhores tecnologias, não têm qualquer compromisso sério com o campo e absolutamente nenhuma relação com a verdade tecnológica do momento e do século XXI.

Dados dos principais centros de pesquisa, como Epagri, Embrapa e IAC, assim como a média das informações dos principais institutos e universidades da União Europeia, indicam como manutenção anual e para uma produtividade mínima de 12 ton/ha a 15/ton/ha o suprimento das seguintes quantidades de nutrientes: 120 kg a 180 kg de N/ha; 100 kg a 150 kg de P2O5; 250 kg/ha a 300 kg/ha de K2O; 20 kg/ha de S; 80 kg/ha de Ca e 30 kg/ha de Mg.

Os números apresentados deverão ser administrados de acordo com a observação de cada técnico, considerando todas as variantes citadas, pois em alguns casos o balanceamento poderá ser levemente alterado, de acordo com a variedade e o estado nutricional em que se encontra o pomar.

A Nutrisafra Fertilizantes Ltda disponibiliza hoje para o mercado brasileiro os primeiros fertilizantes orgânicos e organominerais, certificados e específicos para cultivos politicamente corretos e sustentáveis, com os quais os produtores e seus técnicos especializados poderão preencher as necessidades nutricionais médias explicitadas, contemplando uma nova metodologia de manejo agronômico, que prioriza as certificações e as novas exigências nacionais e internacionais por produtos originários de lavouras conduzidas politicamente corretas e de forma sustentável.

A Nutrisafra disponibiliza o Magmaton para correção da matéria orgânica, o Biorin para fosfatagem, a linha Nutri K e NutriAtivo para as coberturas e a linha de fitohormônios CytoCrop e BioInductor para indução da florada e frutificação, com formulações corretas para cada fase fenológica do cultivo.