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O crescimento de adubos orgânicos na cultura de Eucalipto 17/09/2009

A expansão dos mercados de papel e celulose, moveleira e siderúrgica alavanca a produção de florestas plantadas no país. Estima-se que existam no país, 5,7 milhões de hectares de florestas plantadas, onde 3,4 milhões de hectares são de eucalipto. O mercado florestal nacional acabou sendo impulsionado com a disparada dos investimentos das indústrias de papel e celulose, e a previsão é que até 2010 sejam investidos algo em torno de quatro bilhões de reais apenas em cultivos. Entre 2002 e 2006, o total da área plantada por pequenos e médios silvicultores cresceu 616%, onde no último ano plantaram cerca de 150 mil hectares.

As vendas de produtos florestais, sejam papéis ou moveis, só fazem aumentar. Nos últimos dois anos, passaram de 4,2 bilhões de dólares para 5,2 bilhões. O Brasil já é o principal exportador de celulose de eucalipto, e a expectativa é que, para esse ano, o Brasil supere o Japão e passe a ocupar a sexta posição entre os maiores produtores mundiais de celulose.

Produção Sustentável

O atendimento da demanda futura sem a degradação das florestas naturais e das áreas exploradas somente será alcançada com o aumento da eficiência da produção de madeira de eucalipto. Dos 300 milhões de metros cúbicos de madeira/ano consumidos no país, só um terço vem de florestas plantadas, quando tudo poderia vir só delas, preservando a natureza.

Embora o eucalipto tenha rápido crescimento, este é muito variável. Os principais fatores que interferem no crescimento estão relacionados com o material genético utilizado e com as condições de solo onde é plantado. Geralmente, são utilizados os solos de baixa fertilidade natural, sendo necessária sua correção com a aplicação de fertilizantes.

Solos do tipo Latossolos distróficos ou álicos são os mais utilizados para a cultura do eucalipto no País. Tais solos possuem características como: baixo teor de nutrientes e baixa reserva mineral; acidez elevada, altos teores de Mn e Al; elevada capacidade de fixação de P; baixa saturação por bases: K, Ca e Mg; elevada permeabilidade e baixa erodibilidade.

A produtividade do eucalipto pode variar de acordo com as características do solo, oscilando entre 24 mst/ha/ano em latossolos e areias quartzosas a 39 mst/ha/ano em podzólicos textura média a argilosa.

Enquanto países como Estados Unidos e África do Sul atingem uma produtividade anual de 15 e 18 metros cúbicos, respectivamente, o Brasil consegue uma média de 25 metros cúbicos por hectare/ano.

O baixo teor de nutrientes disponíveis nas plantas e a pequena reserva nutricional dos solos florestais aliados à elevada exportação de nutrientes pela madeira, indica que a sustentabilidade dos povoamentos, a curto e em longo prazo, estará condicionada ao monitoramento nutricional e a utilização de fertilizantes.

Adubação e Nutrição

Estudos mostram que para a cultura do eucalipto são necessárias as seguintes quantidades dos elementos para que não haja empobrecimento do solo: em kg/ha; N-260, P-31, K-266, Ca-580 Mg-128 e S-159; com produção em volume real com casca de 355,00 m3/ha. O eucalipto retira assim do solo grande quantidade de elementos minerais, e esta extração pode variar de acordo com o tipo de solo, densidade do povoamento e tipo de exploração. Dependendo da intensidade e do material retirado, pode haver um déficit nutricional nas rotações posteriores, caso não haja uma complementação através de praticas de adubação.

O BioAtivo é um fertilizante produzido através da ação de microorganismos solubilizadores da rocha fosfática, mantendo o solo nutrido, sem prejudicar as futuras colheitas. No BioAtivo, o ácido sulfúrico é substituído por microorganismos (fungos e bactérias) e matéria orgânica, que é meio de cultura para a multiplicação dos microrganismos solubilizadores, o que resulta em um fertilizante neutro, rico em matéria orgânica e favorável a atividade biológica do solo.

Estes microorganismos são divididos em classes e categorias, porém com funções iguais na solubilização do fosfato tricálcico, como na degradação da celulose e fixação do nitrogênio. As bactérias e fungos continuam vivos no solo, liberando nutrientes que não estavam disponíveis, antes do uso do fertilizante Bioativo.

Os componentes do BioAtivo são de alta eficiência nutritiva, sofrendo muito pouco com fixação e lixiviação, por isso não é necessária a utilização de formulações de alta concentração para repor os nutrientes exportados pela cultura. Também contribui para aumentar e recuperar as atividades biológicas e físicas dos solos, possuindo ação contínua e tendo um aproveitamento de 100% do P2O5 aplicado.

As atividades florestais no país são dirigidas a solos de baixa fertilidade ou já degradadas por intensiva exploração agrícola, sendo assim necessárias técnicas de utilização e manejo que restabeleçam suas características originais, para que possam produzir florestas com altas produtividades e de maneira sustentável.

Plantas com 1 ano e 3 meses de idade, adubadas com NutriAtivo, no experimento montado na Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal (FAEF) em Garça.

Fábio Carlos Prandini
Engenheiro Florestal
CREA.: 5061778587